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HISTÓRIA

Bibliotecas e bibliotecários da Margem Sul

A criação da AMDS (Associação dos Municípios do Distrito de Setúbal) em 1983 trouxe inovação na forma de ver e abordar o emergente poder local democrático e, particularmente a dimensão municipal das políticas culturais no território distrital.

Com o estabelecimento de reuniões regulares da área cultural as quais tinham como participantes, entre outros, bibliotecários e demais técnicos com exercício de funções nas bibliotecas existentes nos municípios resultou a produção de trabalho específico, a saber:

A edição em 1984 de “Arquivos Históricos e Bibliotecas Municipais do Distrito de Setúbal: subsídios para um roteiro”, a realização, em 1986, do 1º Encontro da Leitura Pública da AMRS sob o tema “Função Social das Bibliotecas Públicas” na moderna Biblioteca Municipal do Barreiro, inaugurada no ano anterior e, por fim, também a criação do Dia das Bibliotecas de Leitura Pública do Distrito de Setúbal (9 de Dezembro de 1986).

Esta acção dos municípios do distrito de Setúbal é a transposição para este território, do movimento nacional liderado por Maria José Moura [1937-2018] iniciado com o Manifesto da Leitura Pública (1983), continuado com Relatório da Leitura Pública (1986) e tornando política governamental com o Programa Nacional de Leitura Pública através da celebração de um contrato-programa (1987) entre cada município e o IPLL (Instituto Português do Livro da Leitura) para a edificação de modernas bibliotecas públicas municipais, as quais entraram em funcionamento ao longo da década de 90 do século passado.

Deste modo, ficou patente o pioneirismo da prática bibliotecária e da visão política neste território, pois a biblioteca pública municipal foi encarada no Distrito de Setúbal como um equipamento cultural da maior importância, capaz de prestar um inestimável serviço à comunidade.

Até hoje a actividade do GT assentou na realização de dez edições do “Encontro da Leitura Pública”, o qual trouxe até nós grandes especialistas das bibliotecas públicas que permitiram aos profissionais de informação e documentação portugueses o acesso a informação e conhecimento que têm sido muito importantes para a nossa aprendizagem e desenvolvimento profissional.

De realçar, também, a edição, do “Roteiro das Bibliotecas Públicas do Distrito de Setúbal” (1997) e do “Roteiro das Bibliotecas Públicas da Região de Setúbal” (2010), os quais nos deram em dois momentos o “estado da arte” relativo ao desenvolvimento da leitura pública na Região.

Por fim, já no decorrer desta 2ª década do século iniciaram-se os projetos de cariz intermunicipal, tais como, o AMRS Qu@lifica, o Dar de Volta ou o Catálogo Coletivo do Fundo Local (ver aqui).

As bibliotecas e os bibliotecários da Margem Sul estão em movimento…